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Apaixonado por Marketing de rede e Vendas diretas. Não sou Jornalista muito menos escritor ,sou como um jardineiro que colhe flores e faz um lindo buque, eu compartilho artigos e mensagens que encontro na internet. "Você pode ter tudo o que quiser da vida, desde que ajude outras pessoas a conquistarem o que elas querem" Zig Ziglair

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A filosofia porta-a-porta



Ser ou estar, eis a questão...
por Mário Coroa

A venda porta-a-porta tem características peculiares comparada a qualquer tipo de marketing praticado. No Brasil, existe uma variada gama de marcas, cada uma com seu apelo mercadológico, para os mais variados gostos. Entretanto, as empresas que atuam nesse segmento, podem ser classificadas em duas categorias: as que são porta-a-porta e as que estão no porta-a-porta.

Simplificando, as que são porta-a-porta, simbolizam empresas que incorporam, mesmo que inconscientemente, a filosofia desse tipo de marketing.

As que estão no porta-a-porta são aquelas cujo empresário optou por esse segmento porque ouviu falar, ou leu em algum lugar, ou viu a atuação de alguém dentro do sistema e concluiu, rapidamente, ser esse um bom filão de mercado, capaz de gerar lucros. Muitos lucros. Basta o investimento em produtos, uma boa mídia e uma equipe de vendas trabalhando exaustivamente para engordar a conta bancária de sua empresa e obviamente a sua em particular.

Então qual é a diferença? Uma vez empreendedor, não serão lucros e vantagens a meta de todos? Ora, como então funciona a filosofia porta-a-porta?

Em sua essência, são empresas que, além de apresentarem qualidade e diferenciais em seus produtos, capazes de atender as necessidades de um público consumidor, impulsionam milhares de pessoas envolvidas na venda propriamente dita, a oportunidade da concretização de seus sonhos pessoais, não importando a dimensão deles, seja para pagar dívidas, comprar roupas para seus filhos ou até mesmo a aquisição de um veículo ou casa própria. Enfim, proporcionam àqueles que representam a mola propulsora de sua empresa, a oportunidade de uma parceria. Não somente nos lucros, mas no reconhecimento através de prêmios e até mesmo no abraço amigo de um de seus Diretores ou Presidente.

Independente do porte, podemos encontrar esses exemplos dentro de empresas bem-sucedidas, quando vemos, nada menos que o Presidente da empresa vibrar com o desempenho de uma de suas revendedoras, através de um abraço efusivo. Ou então, o acompanhamento estimulante de um trabalho representado por determinação, garra e luta à frente do negócio.

Os executivos dessas empresas carregam dentro de si a certeza de que o maior trabalho é aquele que não só reconhece e dá oportunidade a milhares de pessoas, mas que também dignifica o ser humano, permitindo que ele sonhe e realize esses mesmos sonhos, possibilitando sua galgada até o cume da montanha com segurança, para assim mudar sua vida.

Nos últimos vinte anos, uma série de empresas malograram em seu feito. Umas por falhas administrativas e uma grande parte, perfeitamente visível, pela ausência da referida filosofia.

Concluindo, independente da onda neurolingüística que assola nossos tempos ou análise transacional já praticada há algum tempo, a filosofia porta-a-porta existe de tempos mais remotos.

O sucesso de uma empresa não consiste somente em seus produtos, em seu design, qualidade ou preço e sim na forma como ele chega até seus consumidores, não importando que seus representante sejam pejorativamente chamados de sacoleiros, formiguinhas, etc.

Bastante motivados, eles, na realidade, têm consciência de fazerem parte de uma empresa cuja finalidade primordial é promover seu crescimento pessoal, profissional e financeiro, com o devido respaldo de pessoas que são porta-a- porta.

Justamente por sua peculiaridade, conforme mencionamos inicialmente, notamos que nos últimos anos surgiram várias empresas no segmento porta-a- porta, pois a tendência do mercado é de crescimento acentuado, oferecendo muitas lacunas a serem preenchidas por novos empreendedores.

Entretanto, lamentavelmente, podemos antever que algumas dessas empresas terão vida útil somente durante três ou quatro anos, por mal aproveitamento do espaço mercadológico. São pessoas que estão no porta-a-porta.

Aparentemente simples, a filosofia porta-a-porta está intimamente ligada à índole de quem comanda.

A tônica? A grande virtude de ser humilde!


Mario Coroa é Diretor da MC Consultores Associados e especialista em implantação e treinamento de empresas de Vendas Diretas.

OBS: Texto adaptado da edição Nº 20 (fevereiro de 1999), do extinto Jornal Vendas Diretas & Marketing de Rede.

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