por
Rogério Verinaud
Certas peculiaridades pertinentes aos seres humanos
permanecem imutáveis há milênios, e assim, se manterão, possivelmente, até o
fim dos tempos. Algumas delas são nobres e divinas, heranças do Criador, como o
amor, a bondade, a compaixão, a caridade, a solidariedade e outras virtudes
dignas de orgulho, que fazem realmente a vida valer a pena. Outras
características, no entanto, não são tão louváveis assim. São na verdade
defeitos graves que precisam ser corrigidos. Ex: orgulho, egoísmo, inveja,
ingratidão, rancor, ódio... etc. Esse lado obscuro da espécie coloca-nos na
contínua e interminável estrada da evolução humana.
Todo ser humano anseia por ser, de certa forma, o centro das
atenções, gostaríamos no íntimo (sem querer pedir muito) que o Universo girasse
em torno da gente. Isso já começa na infância (desde quando o
"bichinho" começa a engatinhar) e se conserva até a idade adulta e
velhice. É fato que nenhum ser humano normal aprecia o desprezo, o descaso e a
rejeição. Ele ainda não aprendeu a superar isso com sabedoria e as
possibilidades de que se consiga são... digamos, remotas.
No dia-a-dia, as situações que norteiam e desencadeiam essas
situações são inúmeras e variadas: de banais e corriqueiras até para lá de
sérias, envolvendo ambientes profissionais, por exemplo. Em qualquer dos casos,
as consequências mais comuns são o rancor, seguido de sentimentos de raiva e
depressão disfarçada. O certo é que a combinação dessas reações acaba por
imobilizar o indivíduo, detendo-o temporária ou definitivamente, abreviando-lhe
a derrota.
Especificamente no Marketing Multinível, a capacidade de
saber lidar com as rejeições é fundamental a ponto de determinar o sucesso ou
fracasso neste negócio. Por ser um negócio diferente dos negócios tradicionais,
ainda desconhecido por muita gente, é frequentemente mal interpretado pelos que
pensam que conhecem, mas que ainda estão no "Jardim da Infância" em
termos de conhecimento. Em razão disso, está fadado a continuar ainda por algum
tempo sendo visto com reservas e ceticismo, apesar de nossos esforços e de um
número explicitamente crescente de pessoas bem-sucedidas.
Para muitos "marinheiros de primeira viagem" que
iniciam seu negócio de Multinível sem conhecimento ou preparo necessário, uma
ou duas rejeições são suficientes para derrotá-los ou até aniquilá-los para
sempre, como se elas fossem uma sentença de morte que executa a queima-roupa,
de forma sumária seus sonhos.
É preciso entender que não se entra num negócio de
Multinível para testar, para ver se funciona mesmo. O MULTINÍVEL FUNCIONA E
ISTO É UM FATO! Quando se entra para testar, cria-se involuntariamente no
subconsciente uma postura de descrença que impossibilita o envolvimento pleno,
comprometendo a colheita dos primeiros resultados. Em poucas palavras: não dá
tempo! É como se a pessoa lá no íntimo quisesse provar para ela mesma que MMN
não funciona e a primeira opinião negativa de um cético desinformado lhe soa
como algo que ela esperava e precisava ouvir. É uma espécie de auto-sabotagem.
E lá do fundo vem aquela voz que de certa forma sacia sua expectativa: "Eu
já sabia que isso não podia dar certo! (...)"
Algumas pessoas, por terem vivenciado no passado
experiências negativas ou até desastrosas neste mercado, desenvolvem
verdadeiros traumas e assumem uma postura crítica e até hostil quando lhes é
apresentada uma nova oportunidade. Se recusam a se dar uma nova chance. A
simples possibilidade de recomeçar parece acionar uma espécie de dispositivo
que trás à tona amargas lembranças do passado, de uma trajetória curta e sem
resultados, simplesmente por não terem ficado tempo suficiente no negócio e
negligenciado o aprendizado que ensina a driblar as rejeições e as críticas dos
céticos. Mas, acima de tudo por ter esquecido daquela liçãozinha básica:
primeiro se planta para depois colher. Toda plantação tem seu tempo certo de
colheita. Uma semente não se transforma numa árvore da noite para o dia. E no
MMN não é diferente.
Rogério Verinaud é Publicitário e Empreendedor Líder de
Marketing Multinível.
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